FIES – Financiamento Estudantil: O sonho da universidade cada vez mais possível.

O sonho do diploma universitário por muitos anos ficou distante da maioria dos brasileiros, porém, de uns tempos para cá, essa situação está mudando. Criando em 1999, o FIES – programa de Financiamento Estudantil  – uma parceira entre o MEC e a Caixa Econômica Federal, ajuda estudantes que querem ingressar numa instituição de ensino superior mas não podem arcar com as pesadas mensalidades ao longo dos anos. Isso foi um impulso para muitos estudantes brasileiros ampliarem seus horizontes para ganhar um lugar definitivo no mercado de trabalho.

Para fazer parte do programa, o candidato dever ter concluído o ensino médio e estar matriculado em uma das Instituições de Ensino particulares cadastradas no FIES. A lista pode ser visualizada no site do Ministério da Educação. Atenção: estas instituições devem ter  avaliação positiva no MEC. Outros requisitos são para obter o FIES são ter um fiador e passar por um processo seletivo. Você pode financiar até 100% do curso.

As taxas são muito baixas e fixas: 3,5% para ao ano para os cursos de licenciatura, pedagogia, normal superior e superior tecnológico; e de 6,5% para os demais. Uma grande novidade para os estudantes que desejam fazer cursos de licenciatura é que podem pagar o FIES prestando serviços à sociedade. Existem programas para estudantes de licenciatura que fazem parte do FIES em escolas públicas e para os estudantes de licenciatura em medicina, o programa saúde da família dá a chance de experiência de trabalho e ainda o abatimento de cerca de 1% da dívida. Assim você ajuda a sociedade e o seu bolso.

Um exemplo de como é vantajoso entrar no programa do FIES pode ser visto na ponta do lápis. Digamos que você quer fazer um curso de quatro anos em uma faculdade onde a mensalidade é de R$600,00.  Você começará a pagar o financiamento após a conclusão do curso – o que aumenta suas chances de não ser um inadimplente, pois com um diploma, você pode garantir uma vaga bem-paga no mercado de trabalho –  sendo que as parcelas serão cobradas de 3 em 3 meses, a um valor fixo, digamos que de R$50,00. Isso pode ser vantajoso por um lado, mas por outro lado você passará muitos anos pagando o FIES. No site da Caixa Econômica Federal você pode fazer a simulação e estudar qual é a melhor maneira de realizar seu sonho.

Outra novidade do FIES é a extensão do programa aos cursos de pós-graduação. Hoje em dia, sabe-se que qualquer qualificação adicional no seu currículo pode aumentar o seu salário de maneira significativa, portanto a pós-graduação pode fazer uma grande diferença, além de abrir muito mais portas para os estudantes que ingressam no mercado de trabalho. Basicamente a mesmas regras para se inscrever no FIES para a graduação valem para a pós-graduação. O que muda é que a instituição oferecedora do curso deve ter uma avaliação positiva no SINAE, onde são avaliados o Conceito do Curso (CC), Conceito Preliminar do Curso (CPC), em caso de inexistência do CC, conceito alcançado pelo curso no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), no caso de inexistência do CC e CPC. Atenção: o FIES só vale para cursos presenciais. Cursos à distância ainda não fazem parte do programa, mesmo que a instituição oferecedora esteja cadastrada no FIES.

Além de todas essas novidades, outra vantagem do FIES é que ele pode andar lado a lado com o PRO UNI. Se você se inscreveu no PRO UNI e conseguiu uma bolsa parcial, você pode financiar essa bolsa parcial pelo FIES. Não é ótimo?

Então o que você está esperando para começar a construir a sua formação? Informe-se sobre o curso que deseja fazer e depois que estiver seguro da sua escolha, veja como se inscrever no FIES e começar a construir o seu caminho para um futuro brilhante! Boa sorte!